A história da pizza e como fazer esse prato universal e delicioso

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Pizza: preparação culinária que consiste num disco de massa fermentada de farinha de trigo, regado com molho de tomates e coberto com ingredientes variados que incluem um queijo, carnes preparadas ou defumadas e ervas, especialmente orégano ou manjericão, assado em forno, de preferência a lenha.

Difundida em todo planeta, talvez seja o prato mais democrático que existe, agradando a todos!

Origem pré-histórica

Primeiro o homem descobriu que se a farinha resultante dos grãos de cereais que ele moía com duas pedras fosse misturada com água e, depois, a massa resultante fosse assada sobre uma pedra quente, ele obteria um alimento capaz de saciar sua fome e  lhe dar energia. Assim, nasceu o pão. Dizem que aconteceu na Mesopotâmia, atual Iraque, há 10 mil anos atrás, quando o homem já dominava o fogo e a cerâmica, deixando de ser caçador para explorar uma nova atividade, cultivando cereais.

Depois – não se sabe ao certo quando isso aconteceu – se descobriu que cobrindo a massa crua com algo comível e assando junto, o resultado era uma delícia, daí nasceu a pizza, não exatamente como as de hoje, pois essas só apareceram no início do século 19, mas,foi um avanço no paladar daquela época.

Antiguidade

Desde a descoberta da fermentação da massa e o forno – graças ao talento dos egípcios, há seis mil anos – os pães passaram a ser enriquecidos com diversos ingredientes, como azeitonas e ervas aromáticas. Babilônios, fenícios, persas, hebreus e gregos adotaram a fermentação egípcia para a panificação, pois ela permitia um pão aerado e mais leve.

Era comum a todos a mistura de farinha de vários tipos de cereais e água para moldar discos finos de massa assados em fornos rústicos, e chamados de “Pão de Abraão”, algo parecido com os pães árabes atuais. Acredita-se que essa seja a base que deu origem à pizza.

Os etruscos, povo que habitou a Etrúria, atual Toscana, na Itália, a partir do século 7 a.C., já na época, tinham o hábito de consumir vários tipos de coberturas com os discos de massa assados em pedra quente.

Muitos pais

Os gregos deram um passo além e, dizem, foram os primeiros a colocar as coberturas antes de assar a massa, iguaria que chamavam de “Planctunos”, e que levaram com eles quando se fixaram no Sul da Península Itálica e na Sicilia.

Os romanos adotaram as receitas e métodos de preparação dos etruscos e gregos e chamaram esse alimento de “panisfocacius” (do latim: “panis” = pão – “focus” = forno/fogo).

Ao longo de anos, este prato ficou conhecido na Itália, ganhando variações regionais, algumas das quais existem até hoje e, são preparadas como naqueles tempos, sem tomates (que só chegou à Europa em 1552)

Iguaria Napolitana

Próximo do ano 1000 da nossa Era, um dos alimentos mais populares entres os povos do Sul da Itália eram círculos de massa cobertos com ervas e especiarias, e nessa época em Nápoles,  surgiu o termo “picea”, que indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Tempos depois, aparecia, na romântica Nápoles, a palavra pizza.

Acredita-se que a “picea” derive de “pinso” (do verbo latino Pinsere – pisar sobre, esmagar, moer, reduzir a pó), e que daí se derive a palavra “pizza”, que já era conhecida na Alta Idade Média. Durante os séculos seguintes, surgiram várias formas da palavra, indicando variações culinárias sobre o tema – do doce ao salgado, com diferentes métodos de cozedura. Na região da Puglia, era “Pizza pugliese”, “Pitta inchiusa” na Calabria, e “Schiacciata”, na Toscana. Na verdade, no Sul da Itália, até hoje, a idéia de pizza abrange também as massas fritas e recheadas.

Há também quem afirme que pizza vem do grego “pita”, que significa pão achatado. Outros, afirmam que pizza poderia vir da antiga palavra alemã  “bizzopizzo”  que significava “mordiscar”. Na medieval cidade italiana de Gaeta, região do Lazio,no século 9, a palavra “pizzo” designava o pão pita, ou pão árabe, de origem persa, introduzido pelos gregos e adotado pelos povos da Lombardia. Impossível saber ao certo. Mas, uma coisa ninguém nega, a pizza, como conhecemos hoje, é Napolitana.

Tempos Modernos

Com o descobrimento da América, no final do século 15, os espanhóis levaram para a Europa um alimento desconhecido e que, anos depois, daria o toque final à receita da pizza: o tomate. Por séculos, predominaram as chamadas pizzas brancas. Foi só na primeira metade do século 19 que a pizza incorporou o tomate e, diriam alguns, atingiu a perfeição.

No princípio, usado apenas como planta ornamental, porque se acreditava que seus frutos fossem  venenosos, o tomate chegou à Itália em 1554, pelo porto de Nápoles, onde viria a perder o estigma de veneno e a partir daí se tornaria popular na Itália (ao contrário da França, onde era alimento da elite), transformando-se num dos principais ingredientes da culinária mediterrânea.

Entre a Idade Média e Renascença, a pizza começa definir seu caráter democrático, oscilando entre o uso popular e o aristocrático; entre os banquetes reais e as cantinas populares.

À medida que se tornava mais popular, erguiam-se barracas de  rua onde eram vendidas, assim como nas padarias. Eram consumidas dobradas ao meio, como um sanduíche, inclusive no café da manhã. Normalmente, a massa de pão recebia ingredientes baratos como alho, toucinho, peixes fritos e queijo. Quem tinha mais dinheiro colocava queijos nobres, pedaços de linguiça ou ovos por cima.

Por volta do século 16, os pães redondos já eram muito parecidos com as pizzas, exceto porque não usavam tomates. O manjericão já despontava como tempero predileto, e a novidade já era apreciada na corte de Nápoles

Assadura

No século 18, as pizzas eram cozidas em fornos a lenha (construídos de tijolos ou pedras vulcânicas) e, de dia, vendidas nas ruas de Nápoles por meninos que traziam na cabeça pequenas estufas de estanho para mantê-las aquecidas, e atraíam a clientela com seus gritos característicos. Este incômodo método de vendas fez, entretanto, ainda mais popular o novo prato.

Foi, sobretudo, entre os séculos 18 e 19 que a pizza impôs-se como o prato preferido do povo napolitano, tornando-se integrante da tradição culinária e símbolo de Nápoles. Nesse período, o hábito de degustar a pizza no lugar onde ela é feita e não apenas em casa ou nas ruas, começa a se firmar, abrindo caminho para o surgimento das pizzarias, que já nasceram com as características físicas que conhecemos hoje.

As pizzarias da época

O forno à lenha, o balcão de mármore onde a pizza é trabalhada, a estante que expõe os ingredientes que compõe os tipos de pizzas a vista de todos para que pudessem escolher aqueles que queriam em sua pizzas, as mesas onde os clientes degustam a iguaria, o balcão externo onde as pizzas são vendidas aos transeuntes: todos os elementos que ainda hoje são encontrados nas pizzarias napolitanas e, também, nas pizzarias do mundo.

A primeira pizzaria

No ano de 1780, Pietro Colicchio inaugura, em Salita S. Anna di Palazzo, nas cercanias do palácio real de Nápoles, a primeira pizzaria do mundo, mais conhecida como “Pietro… e basta cosi”.  Suas pizzas, que já naquela época eram um alimento muito apreciado pelos napolitanos, rapidamente se tornaram conhecidas e apreciadas em toda a cidade.Pietro Colicchio não tinha filhos e, anos depois, a pizzaria acabou nas mãos de Enrico Brandi.

De comida popular a prato de rainha

Durante todo o século 19, os pizzaiolos continuaram a oferecer aos cidadãos novos tipos de pizzas, a todos os preços. Ela havia se convertido num produto tão popular, tão conhecido, que até a aristocracia queria consumir.

Em 1889, Raffaele Esposito, considerado o melhor pizzaiolo da época, foi convidado ao palácio real de Capodimonte para preparar sua especialidade para os reis da Itália Umberto I de Sabóia e sua esposa, a rainha Margherita, que visitavam Nápoles.

Conta-se que a rainha Margherita era exigente com comida e não lhe agradavam paladares fortes. Por isso, Esposito preparou três pizzas diferentes: uma com carne de porco, queijo e manjericão; outra com alho, azeite de oliva e tomates, e, especialmente para a rainha e para dar um toque patriótico ao prato, outra com as cores da bandeira italiana (vermelho, verde e branco), isto é, molho de tomate, mozarela e manjericão.A rainha gostou tanto desse último sabor de pizza que, através de seu mordomo chefe, enviou uma carta a Raffaele agradecendo. Em sua homenagem, o pizzaiolo batizou a receita como Pizza Margherita, nome que se tornou universalmente conhecida.

Com orgulho, a “Pietro… e basta cosi” (que ainda existe, no mesmo local, com o nome de Antica Pizzeria Brandi) ostenta, até hoje, uma carta com a assinatura de “Dévot Galli Camillo, Chefe dos Serviços de Mesa da Casa Real”, em que este agradece à Raffaele Esposito, pelas pizzas preparadas para suas altezas reais.

De Nápoles para mundo

Pizza Margherita

A história da Pizza Margherita virou notícia e se espalhou, junto com a receita, por toda a Itália. Daí para o mundo foi um piscar de olhos. Levada pelas mãos dos imigrantes, que partiam pra  todas as partes do mundo, o século 20 viu a pizza conquistar os palácios da Europa, as Américas, o Japão e, enfim, tornar-se um patrimônio gastronômico de toda a humanidade.

Embora a origem da pizza, como hoje é conhecida, seja italiana. Os grandes devoradores desse produto ficam do outro lado do oceano. Os dois países que mais consomem pizza no mundo são respectivamente: EUA e Brasil, com destaque para as cidades de Nova Iorque e São Paulo.

Estados Unidos

No início dos século 20, a pizza chegou com força aos Estados Unidos pelas mãos dos imigrantes. Elas podem ser encontradas em pequenas padarias e pequenos cafés de bairros, em cidades com grandes populações de italianos como New York e Chicago.

Genaro Lombardi em 1905 foi o primeiro italiano a abrir uma pizzaria nos Estados Unidos, em New York. Lombardi ficou conhecido na América como “Patriaca dela Pizza”. Em 1930, ele agregou mesas e cadeiras aos seus estabelecimentos e começou  a servir espaguete também. E, assim, durante os 25 anos seguintes, pizzarias seriam abertas em todo o país, sobretudo em Boston, convertendo-se algumas delas em significativas e conhecidas griffes nacionais e internacionais.
Mas foi só depois da Segunda Guerra Mundial que a pizza virou moda nos Estados Unidos, pois os soldados americanos voltaram da guerra alardeando maravilhas sobre a iguaria que consumiram na Itália.

Massa para pizza

01 xícara e meia de leite morno

½xícara de azeite

10 gr de fermento seco (Fleischman)

5 gr de açúcar

5 gr de sal

500 gr de farinha

Preparo

Misture o líquido e o óleo depois os secos, deixe descansar com pano úmido por 30 minutos.

Pizza lanche

Ingredientes da massa:

01 colher de sopa de Margarina

01 colher de sopa de Fermento em pó

01 xícara de chá de Leite

01 Ovo

01 xícara e meia de Farinha de trigo

Quanto baste de Sal e pimenta do reino

01 colher de sopa de óleo para untar a forma

Recheio 1:

300g de Mozarela ralada

300g de Presunto

02 Tomates

01 lata de molho de tomates

01 saché de Orégano

Recheio 2:

Meio filé de frango cozido com 1 cebola, meia cenoura e 1 talo de salsão e desfiado

03 colheres de sopa de requeijão

01 vidro de palmito pequeno

Modo de fazer:

Bater os ingredientes da massa no liquidificador. Reservar. Untar uma forma com óleo, e despejar o conteúdo da massa batido. Acrescentar o molho e o restante do recheio. Assar em forno quente por 15 a 20 minutos

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