Mais uma vez Garotinho é traído pela própria língua e condenado por calúnia e difamação

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A juíza Alessandra Bilac, da 40ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça RJ condenou o pré-candidato ao Governo do Estado Garotinho a 16 meses de detenção pelos crimes de calúnia e difamação em seu blog contra o ex-comandante do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (BOPE), Rodrigo Pimentel.

Garotinho afirmou em seu blog que Pimentel foi desligado da corporação por ter urinado nas calças durante operação do BOBE em uma favela do Rio de Janeiro. Além disso, Garotinho chamou o ex-integrante do Bope de covarde relatando que durante a operação policial, Pimentel teria tido um ataque de pânico, precisando ser substituído por um colega.

Por conta disso, além da pena de prisão de um ano e meio, transformada em serviços comunitários, o falador Garotinho ainda vai amargar o pagamento de 50 mil reais a serem revertidos para o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Chefe de quadrilha

Álvaro Lins e o cúmplice Garotinho, chefes de quadrilha armada

O ex-governador já foi condenado a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha e uso da Polícia Civil para cometer crimes como corrupção e lavagem de bens. Em 2006, a Operação Gladiador descobriu que a polícia fluminense recebia propina para favorecer uma máfia de caça-níqueis. O esquema começou em 2003, quando Garotinho era o secretário de Segurança Pública. A condenação aconteceu em agosto em 2010. Foi pedido aumento de pena e ele ainda recorre em liberdade. Na época Garotinho ironizou a sentença: “minha condenação é dar cesta básica, bacana! Fui condenado a fazer o bem ao povo, o que sempre fiz”. Está andando…

Trechos da sentença

Calúnia

Garotinho foi condenado a dois anos e oito meses de prisão por calúnia em maio de 2016. A pena foi substituída pelo pagamento de 200 salários mínimos e pela execução de serviços à comunidade e de 532 dias-multa no valor de um salário mínimo cada. A condenação se deu depois de Garotinho acusar o juiz Marcelo Leonardo Tavares de corrupção passiva e prevaricação.

A partir de uma ação do Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) confirmou a condenação do ex-governador Anthony Garotinho a dois anos e oito meses de prisão e multa por caluniar o juiz. O crime foi cometido em novembro de 2011 e fevereiro de 2012, quando o réu escreveu em seu blog que o juiz federal Marcelo Leonardo Tavares cometeu corrupção e prevaricação ao proferir a sentença de um processo contra ele. A pena foi convertida para o pagamento de mais de 200 salários-mínimos e prestação de serviços à comunidade.

Quase dez anos de cadeia

Garotinho na caçapa do camburão em direção a Bangu

Garotinho também foi condenado a 9 anos, 11 meses e 10 dias de prisão pela prática dos crimes de corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documento público e coação durante o processo.

A decisão foi do juiz Ralph Machado Manhães Junior, da 100ª Zona Eleitoral, que entendeu que Garotinho usou ilicitamente o programa Cheque Cidadão, de Campos dos Goytacazes, para comprar votos para tentar eleger seus candidatos nas eleições municipais de 2016.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, concedeu liminar em Habeas corpus (HC) impetrado pelo ex-governador Anthony Garotinho (PRP) e suspendeu o julgamento pelo TRE da Ação Penal em que o político foi condenado e preso na Chequinho.

A suspensão vale até que o mérito do HC seja julgado pelo STF.

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