Greve de fome pode ser sintoma da “Síndrome de Abstinência de Mídia”

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Em carta à direção de Bangu 8 nessa sexta-feira, o presidiário Garotinho, informou que deu início a uma greve de fome a partir da meia noite dessa quinta-feira, para protestar contra a “injustiça que estaria sofrendo”. Ainda não se pode garantir quais reais motivos teriam levado Garotinho a iniciar essa sua segunda greve de fome da sua carreira. Há quem garanta que é sintoma da “síndrome de abstinência de mídia”. Em 2006 durou apenas 11 dias e ele perdeu 6.2 quilos. Dessa vez, se ele se esforçar, poderá perder bem mais. E precisa…

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ATUALIZAÇÃO – 16.46h – 15/12/17 

Carta de Garotinho

 

Não é a primeira vez

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Em 30 de abril de 2006, Garotinho, pré-candidato à presidência da República, deu início a uma greve de fome em protesto contra o que chamou de “campanha mentirosa e sórdida” para desconstruir sua imagem, afirmando que sofria perseguição da mídia, do sistema financeiro e do governo de Lula, declarando que as suas “posições cristãs e éticas” estariam sendo ridicularizadas.

Não destruirão a minha honra e minha vida dedicada ao povo brasileiro com suas mentiras. Ao contrário, ofereço o meu sacrifício para que o povo brasileiro conheça a verdadeira face de seus exploradores”, leu Garotinho, ao classificar a greve “como último recurso em defesa da verdade que tem sido escamoteada

Suspeita de irregularidades em doações

A greve de fome foi iniciada após a veiculação em diversos órgãos de imprensa de reportagens apontando irregularidades nas doações para a pré-campanha de Garotinho e a suposta ligação delas com contratos de prestação de serviços para o governo do Rio, administrado por Rosinha, mulher de Garotinho.

Tudo com um só objetivo: impedir que me torne candidato a presidente da República

Garotinho encerrou greve de fome sem que suas “exigências” fossem cumpridas

Segundo divulgou sua assessoria na época: “a greve de fome só será suspensa com duas condições: primeira, que seja instituída uma supervisão internacional no processo político-eleitoral brasileiro, assegurando a igualdade de tratamento a todos os candidatos, com acompanhamento de instituições nacionais que tradicionalmente defendem a democracia; segunda, que os veículos de comunicação que fazem calúnias cedam o mesmo espaço para que a população possa conhecer a verdade dos fatos”.

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A greve de fome durou apenas 11 dias, com Garotinho diminuindo seu peso 6.2 quilos. Após o que, sob recomendação do médico Abdu Neme, ele foi internado no hospital Quinta D’Or, no Rio, onde ficou 48h. Após a sua alta hospitalar, Garotinho imediatamente participou da convenção do PMDB.

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