“Falecimento” de Adriana Jacytnho e Paulo Freitas. Colaterais da nova informação

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A facilidade e a velocidade da informação têm causado transtornos e equívocos. Na ânsia de noticiar, nem sempre as informações são devidamente averiguadas, revisadas antes da divulgação. que o diga Adriana Jacyntho e Paulo Freitas, vitimas de falecimento compulsório.

Não basta divulgar, tem que averiguar

É preciso ter muito cuidado antes de postar nas redes sociais qualquer informação, principalmente, as sérias e delicadas, como falecimentos, acidentes, falências, críticas a empresas, etc.

Esta semana, um equívoco, sem nenhuma má intenção, causou grandes transtornos à odontóloga e empresária Adriana Jacyntho, que foi surpreendida pela publicação do seu “falecimento” nas redes sociais, confundida com o falecimento de outra pessoa com o mesmo nome, mas de sobrenome diferente.

Comoção

A confusão gerou uma verdadeira avalanche de pêsames à família, chegando até a sua mãe de 87 anos que ficou bastante abalada com a “notícia”. A própria Adriana teve que ser medicada por ter ficado bastante nervosa com a comoção causada entre os amigos e familiares.

adriana-jacyntho-2Do Face de Adriana

“Venho, através dessa rede, comunicar que eu, Dra. Adriana Jacyntho, estou VIVA com a bênção do Senhor… Lamentamos a perda irreparável e desejamos conforto aos familiares, amigos e colegas, nesse momento de uma pessoa muito querida… saiu publicada a troca de nomes. Agradeço a todos que estão fazendo contato, mas estou viva e com muito amor no coração!”

“Meus amigos foi um erro lamentável… Não houve suicídio nenhum, estou VIVA e cheia de energia… Deus no controle sempre!
Peço uma correção urgente dessa notícia do meu falso falecimento, o que está trazendo transtorno para meus familiares e amigos!”

paulo-freitas-2-xMais um caso

Na semana passada, o jornalista Paulo Freitas, que atuou por muitos anos na imprensa campista, também, teve o seu falecimento noticiado por uma emissora de rádio local, em uma notícia absolutamente equivocada que causou consternação entre os seus amigos e familiares. Sempre de bom humor, o profissional de imprensa falou sobre o que aconteceu.

“Minha morte”

“Ontem (19/10, véspera de meu aniversário oficial), eu morri e recebi homenagens e não fui enterrado nem entregue no CCM da UFF, como é meu desejo.
Uma emissora de rádio de Campos/RJ noticiou, às 6h da manhã, que eu havia falecido em Niterói. Pior: a rádio é dirigida por meu filho André, conferindo total credibilidade e não restando dúvidas quanto ao óbito.
Que maravilha as redes sociais, onde um morto pode dizer que está vivinho da Silva (frase do colega Direnna)!
Minha irmã Neuza, que ouvia a rádio, entrou em desespero e aos prantos foi desesperando os demais, contando para todos e recebendo sentidas condolências. Funerárias do Rio e Niterói chegaram a receber pedidos de flores para meu enterro. 
Colegas do Globo ligam pra minha casa querendo dados para uma notinha num cantinho qualquer. Fisicamente eu não morri.

Mas a mentira ganhou maior dimensão. Alguém postou no Facebook, e o restrito ao universo de Campos dos Goitacás ganhou mundo. Tenho milhares de seguidores nas redes sociais. Amigos dos Estados Unidos, parentes e amigos da Europa manifestaram-se na minha página com sinceras homenagens, lembranças e tudo mais.

O estrago foi grande. Mas tão grande que por um instante minha mulher duvidou que eu não tivesse morrido mesmo, que escondiam dela e passou a aceitar os pêsames numa boa.

E eu (tadinho de mim!) estava numa sessão de hemodiálise, com o telefone desligado, para dormir até acabar. Só religuei o aparelho ao meio-dia, quando meu filho André me fez sabedor que eu morri.
Tive muita pena dele, coitado. Em última análise, como diretor da emissora, é o responsável por tudo que lá sucede… E virou avestruz. Atuei para que entendesse que as barrigas podem acontecer, ainda mais no rádio.

No meu tempo de repórter, vi Chacrinha, Pelé e Garrincha morrerem muitas vezes; fui a dois enterros de Brizola e Luiz Gonzagão. Sou cascudo nisso, não noticio morte sem confirmar, estupro e suicídio. Jamais.

Teve um lado positivo: sou a única pessoa em vida física que ficou sabendo, antecipadamente, como repercutirá minha morte nessa encarnação… (Nota da redação: não é o único, não, Paulo)

Levei um tempão apagando isso na minha página (pode ser que tenha mais).

O restante do dia, passei tranquilizando parentes e amigos movidos por pensamentos horríveis contra o radialista. Uma coisa é fato: ninguém dá o que não tem. Responsabilidade com a ciência da comunicação é para poucos. Vou descansar em paz! A vida continua.”

Esclarecendo os fatos – Poupem Jordão Rocha

“Estive fora da cidade alguns dias em virtude do falecimento de um irmão. Ao voltar, nesta manhã de sábado, espantei-me com a repercussão do comentário infeliz, prontamente corrigido, sobre a “morte” do amigo radialista Paulo Freitas.
Em meus 68 anos de vida e 56 de rádio, algumas vezes surgiram comentários sobre o meu próprio falecimento. Em sua prestigiada Oração da Ave Maria, o saudoso Waldebrando Silva, certa feita, deixou-se enganar e registrou o falso óbito. Assim que saiu do seu Programa, nos encontramos no Calçadão e ele tomou um susto, abraçando-me chorando.
O episódio envolvendo Paulo Freitas é uma dessas coisas que só acontecem aos seres falíveis, como nós, humanos.
Meu irmão faleceu quarta-feira à noite e eu fui imediatamente comunicado do fato. Na madrugada de quinta-feira, fui acordado por uma ligação de celular. Do outro lado uma voz disse, simplesmente:
– Nilson, aqui é o André. Estou te ligando para comunicar que o meu pai faleceu.
A noticia causou-me espanto. A voz era igualzinha a de André Freitas, filho de Paulo Freitas. E Paulo Freitas é um amigo antigo dos bons tempos do rádio campista.
Ainda comentei a infeliz coincidência de haver perdido um irmão e algumas horas depois saber da morte de Paulo.
Ao acordar, pela manhã, telefonei para Jordão Rocha, na Rádio Absoluta, e pedi que ele informasse o falecimento de meu irmão e lembrasse que ele era pai do jornalista Luiz Costa.
Aproveitando o fato, comentei, também, a triste notícia do falecimento de Paulo. Ato contínuo, retornei a ligação para o número de onde havia partido o telefonema na madrugada, para saber de André onde seria o velório e a que horas o sepultamento de Paulo.
Foi quando descobri que o Andre, não era o Freitas e, sim, André, meu sobrinho e filho do irmão falecido.
Percebendo a gafe telefonei para Jordão explicando o fato.
Assumo a incrível “barrigada” que cometi, sem a menor intenção de constranger ninguém.
Peço desculpas à família de Paulo Freitas, com quem já conversei pessoalmente e que me desculpou.
E acredito que o infeliz acontecimento tenha servido para demonstrar que Paulo é muito querido, pois foram centenas de manifestações de pessoas solidárias a ele.
Mas solicito, por favor, que poupem Jordão Rocha. Se há um culpado nesse imbróglio, não é ele, sou eu!
E, concluindo, lamento o oportunismo de um Partido Político que publicou nota no Facebook explorando o fato e crucificando o pobre Jordão.
O assunto para mim está encerrado depois desse “mea culpa”, mesmo porque, já me expliquei com quem devia satisfação. André Freitas, Paulo Freitas e sua família.”

Nilson Maria

Que esses exemplos do cotidiano sejam construtivos para o aperfeiçoamento da relação dos seres humanos com essa incrível ferramenta internet.

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