Finalmente a OAB/Campos sai em defesa, pífia, do advogado campista humilhado por Garotinho

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Humberto Samyn Nobre Oliveira Presidente OAB – 12ª subseção da OAB-RJ

Apesar de ter reagido negativamente à matéria do Somos “Advogado de Garotinho pede arrego a OAB e representante o acompanhará em audiências” (AQUI), defendendo o milionário advogado de Garotinho Fernando Fernandes por uma simples questão semântica, o presidente da OAB/Campos, estranhamente, não demonstrou a mesma celeridade e “energia” para defender o colega campista Dr. Antônio Carlos Guzzo, que deveria tão prontamente representar como presidente da entidade de classe local.

Claro que não se pode afirmar que a rapidez em um caso e a indolência em outro teriam sido regidas pela ingerência de maliciosos personagens a soldo rosáceo que se mantêm nas sombras, ou pela promiscuidade entre as preferências pessoais e os deveres institucionais. Mas observem que a nota de repúdio abaixo demorou bastante para ser emita e é bastante tímida e desproporcional aos violentos ataques sofridos pelo colega campista Dr. Antônio Carlos Guzzo.

Também estranhamos que, diferentemente de quando interpelou o Somos Online, a pífia defesa do Dr. Antônio Carlos Guzzo não tenha sido assinada pelo Dr. Humberto Samyn Nobre Oliveira Presidente da 12ª subseção da OAB-RJ.

 NOTA DE REPÚDIO (OAB/Campos)

Poderia dizer que, lendo o artigo publicado no blog do Garotinho, confesso que, somente o fiz, porque me enviaram, intitulado “O advogado e o juiz”. Lembrei-me de Voltaire, filósofo iluminista, a quem é atribuída a célebre frase: “posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la”.

 Contudo, não vivo na mesma época e local que o ilustre pensador. Vivo numa época e lugar onde a democracia foi construída pela luta incansável de advogados e advogadas, militantes dos porões da ditadura, muitas vezes trocando suas vidas pelo ideal de liberdade, tempo não muito distante na nossa história. Vivo num tempo e lugar onde cotidianamente não raras vezes, o único escudo do cidadão contra as mais diversas arbitrariedades e omissões reside na atuação de seu Advogado. Vivo num tempo e lugar onde a Lei Magna, como expressão máxima da vontade do povo, reconhece a indispensabilidade do advogado à justiça, cuja existência não se vislumbra na sua ausência (artigo 133, CRFB-1988).

Confesso, que quando li o referido “artigo” meu pensamento foi medíocre, para ser generoso comigo mesmo. Pensei até de certa forma orgulhosa que o que garante a tantas pessoas proferirem tanta impropérios é o exercício da Advocacia digna de Advogados e Advogadas que labutam diariamente na construção e apoio da democracia conquistada.

 Não vislumbro uma sociedade democrática sem Advogados e Advogadas! Acredito piamente que só quem dispõe de um Advogado ou Advogada tem a possibilidade de “externar livremente” seus pensamentos, sem sofrer injustas consequências, na proporção de intensidade do interesse contrariado.

 A existência de tantos impropérios sendo proferidos nas redes sociais é apenas um reflexo da verdadeira LIBERDADE que pretendemos ver na nossa sociedade, e ainda que a atos imbecis e desrespeitosos decorram do abuso do direito de liberdade, penso: – isto não será jamais argumento contra seu regular uso.

 Brandir coragem em redes sociais, proferindo toda a ordem de insultos, sem se preocupar com as consequências, assessorado por excelentes Advogados é bravata, é o mesmo afirmar estar fazendo jejum e engordar.

Dr. Antônio Carlos Guzzo é Advogado sério, comprometido com seus deveres profissionais, zeloso, urbano para com os colegas, igual a todos os demais advogados citados no referido artigo, que cumprem, todos, a honrosa missão de garantir a liberdade em todas as suas formas, independentemente da qualidade do cidadão que as tenha interesse no seu exercício.

Resta tornar ainda mais evidenciado o REPÚDIO desta subseccional, e posso dizer de todos os advogados e advogadas, às palavras ofensivas e desrespeitosas proferidas tendo como vítima um colega advogado.

 De toda a sorte, Voltaire ainda está certo. Apesar de ouvir tanta bobagem sem sentido, com intuito claramente intimidatório, midiático, por vezes até repugnante com a que se está referindo por ora, ainda é melhor, do que não ter liberdade de proferir nenhuma verdade, e hoje isso só é garantido pelos Advogados e Advogadas. 

Viva a LIBERDADE!

Viva a ADVOCACIA

 Somos defendeu advogado

Enquanto a OAB Campos se omitia, não se sabe bem porque, a primeira defesa do advogado Dr. Antônio Carlos Guzzo foi feita AQUI no Somos em 28 de agosto de 2017.

Veja só um pouco do muito que disse Garotinho ofendendo e humilhando o advogado campista, e depois leia o texto do ex-co-prefeito de Campos logo abaixo na íntegra:

“Ele faz uma verdadeira lambança”

“Quantidade de besteiras que nem um estágio de Direito escreveria”

“Vergonhosa peça de defesa, provavelmente juntando material tirado do Google”

“Só pode ser um irresponsável”

“Ou é um gênio ou um irresponsável, sendo que a segunda hipótese é a mais provável”

“Rosário de maluquices”

“Como não é um bom advogado, o dr. Guzzo deve tratar de contratar um, pois vai doer no seu bolso a ação que irá responder”

Texto de Garotinho na íntegra

Garotinho não poupou adjetivos em seau blog para denegrir o advogado campista
Garotinho não poupou adjetivos em seau blog para denegrir o advogado campista

O advogado e o juiz

O advogado dativo Antônio Carlos Guzzo, nomeado pelo juiz que respondia pela 100ª Zona Eleitoral, Ralph Manhães deve arrumar um bom advogado. Já autorizei o advogado Maurício Costa a tomar todas as medidas contra os absurdos cometidos por esse cidadão que vão desde uma representação à OAB, ação por reparação de danos morais, além de representação ao Tribunal Regional Federal já que a Justiça Eleitoral é de atribuição federal. Vamos aos absurdos cometidos pelo senhor Antônio Carlos Guzzo.
Nomeado pelo juiz no dia 16 deste mês, no dia seguinte constituí e dei procuração a meu novo advogado, Carlos Azeredo, deixando claro que estavam revogados todos os poderes do senhor Antônio Carlos Guzzo. Mesmo assim, sem nunca ter procurado por mim, nem ao menos uma comunicação por telefone, ele apresentou no dia 22, no cartório da 100ª Zona Eleitoral as alegações finais da minha defesa. Primeira barbaridade: o advogado sequer me consultou para saber se eu aprovaria ou não termos que ele apresentou na defesa, uma vez que depois de nomeado pelo juiz seu vínculo passa a ser com a parte que ele tem que defender.
Fui pesquisar o histórico do senhor Antônio Carlos Guzzo. Para se ter uma ideia, ele nem criminalista é, e nos últimos 5 anos atuou em 10 processos em Vara de Família e na área civil, sendo que em um deles na própria empresa da qual é proprietário e administrador, um curso de inglês cuja razão social é MIC Cursos e Participações Limitada, que é de fato onde ele trabalha. Por isso talvez tenha escrito a quantidade de besteiras que nem um estágio de Direito escreveria, a começar por um erro primário. Ele pede a minha absolvição sumária em alegações finais, o que é impossível. A absolvição sumária só pode ser concedida após a apresentação da defesa prévia no início do processo. Em sua vergonhosa peça de defesa, provavelmente juntando material tirado do Google e trechos da minha defesa prévia apresentada pelo meu ex-advogado Fernando Fernandes, ele faz uma verdadeira lambança, e começa a citar trechos de eminentes nomes do Direito, Gustavo Badaró, Jardim, Frederico Marques, Celso de Mello, Grinover Scaranze Fernandes e Gomes Filho, Tourinho Filho, entre outros. Compara o meu caso ao de Dilma Rousseff e Lula, e diz que estou sendo vítima de lawfare, que é o uso jurídico para destruir e atacar adversários políticos. Em certos trechos, parágrafos inteiros, são copiados de outras ações. Por exemplo: quando se refere à guerra jurídica, ele copia pelo menos 4 parágrafos da defesa apresentada pelo ex-presidente Lula. Mais à frente quando trata de outra acusação imputada a mim pelo Ministério Público repete um longo trecho da defesa dos advogados da ex-presidente Dilma Rousseff.
Só pode ser um irresponsável. 
Além de não ter experiência na área criminal, como pode comprovar qualquer um que consultar seu histórico de atuação, o advogado Antônio Carlos Guzzo, que só teve acesso aos autos no dia 16, mais de 3 mil páginas, centenas de depoimentos, provas emprestadas de outros processos, apresentou seis dias depois, sua peça defensiva de 80 páginas.
Ou é um gênio ou um irresponsável, sendo que a segunda hipótese é a mais provável.
Em seu rosário de maluquices, jamais conversou com seu cliente, foi capaz de ler 3 mil páginas e escrever 80 em seis dias, atuar num processo criminal sem ser criminalista, já seria absurdo. Mas o valor determinado pelo juiz para pagamento dos seus seis dias de trabalho é ainda mais extraordinário: R$ 130 mil, ou seja, quase R$ 22 mil por dia para este gênio da advocacia campista, cuja referência que se tem é que fez estágio na Defensoria Pública de Campos.
Como não é um bom advogado, o dr. Guzzo deve tratar de contratar um, pois vai doer no seu bolso a ação que irá responder.  
(Garotinho)

OAB: rápida para defender advogado de Garotinho, mas lenta para defender advogado campista

Bem diferente da lenta e muito tímida reação que teve, somente agora, em defesa de um advogado campista esculachado e humilhado por Garotinho, o presidente da OAB/Campos Dr. Humberto Nobre foi rápido para tentar censurar o Somos com ameaças veladas para defender o advogado de Garotinho, à época o milionário Dr. Fernando Fernandes. Apesar de, em seu texto de hoje clamar “Viva a liberdade! Viva a advocacia!”. Leia abaixo:

“Em carta ao site Somos Online, o Dr. Humberto Samyn Nobre Oliveira, Presidente da 12ª subseção da OAB-RJ/Campos, em flagrante tentativa de censura à liberdade de imprensa e de expressão, exige que o Somos Online modifique o texto da matéria (AQUI) onde afirma que o milionário advogado de Garotinho Fernando Fernandes pediu ARREGO a OAB/RJ, numa tentativa de generalizar a utilização da palavra ARREGO como desrespeitosa a toda a classe, e, de quebra, ainda ameaça o órgão de comunicação com umas tais “medidas que se demonstrarem adequadas”, seja lá quais elas sejam. Confira abaixo:

Texto enviado pelo Dr. Humberto Nobre ao Somos em 29/05/2017:

Dr. Humberto Samyn Nobre Oliveira, Presidente da 12ª subseção da OAB-RJ/Campos, em flagrante tentativa de censura à liberdade de imprensa e de expressão, exige que o Somos Online modificasse texto da matéria
Dr. Humberto Samyn Nobre Oliveira, Presidente da 12ª subseção da OAB-RJ/Campos, em flagrante tentativa de censura à liberdade de imprensa e de expressão, exigiu que o Somos Online modificasse texto da matéria sobre o milionário advogado de Garotinho

Prezado,

A afirmação de que o advogado Fernando Fernandes “Advogado de Garotinho pede arrego a OAB e representante o acompanhará em audiências” é no mínimo desrespeitosa com toda a classe. Toda vez que o advogado se sentir tolhido no exercício de sua atuação profissional tem não só o direito, mas igualmente o dever de ser auxiliado pela Ordem dos Advogados do Brasil, a única a quem cabe definir se o caso é de prerrogativas ou não.

As prerrogativas profissionais concedidas aos advogados não constituem privilégios para si, posto que muitas vezes os advogados e advogadas constituem a única linha de proteção contra a truculência da ação coercitiva do Estado.

Sem o advogado, e este sem estar munido de prerrogativas, não haveria qualquer equilíbrio de forças entre as autoridades e o cidadão, a permitir a realização de um julgamento justo e coetâneo com as leis.

Em vista do exposto, solicitamos, minimamente, a retificação da matéria, para que não passe a conter termos pejorativos em detrimento da classe dos advogados, sem embargos de outras medidas que se demonstrarem adequadas.

Atenciosamente.

Humberto Samyn Nobre Oliveira  Presidente – OAB – 12ª subseção da OAB-RJ

O compromisso do Somos

Assim, o Somos Online mantém seu compromisso de continuar em defesa dos bons advogados, juízes, promotores e policiais de Campos contra todos os ataques de quem não respeita a Justiça, as autoridades judiciais e os advogados. Nem os seus próprios, e nem, muito menos, os das partes contrárias, em um verdadeiro acinte aos profissionais envolvidos nas inúmeras Ações Judiciais a que responde.

Conclamamos que a OAB/Campos se posicione mais clara e energicamente contra esse absurdo estado de desrespeito por quem se acha acima da lei, que é feita para todos.

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