A Petrobras comemora 40 anos produção comercial na Bacia de Campos

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A Petrobras completa 40 anos de produção na Bacia de Campos no próximo domingo, dia 13 de agosto. Responsável por cerca de 60% da produção da Petrobras, o complexo petrolífero contribuiu, nesse período, com 11,89 bilhões de barris produzidos. Principal polo produtor no estado do Rio, a Bacia de Campos tem áreas em produção no pós-sal e no pré-sal nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, e completa 40 anos de atividades com muito a contar e com novos projetos. A mais recente descoberta de petróleo foi anunciada ontem (10/08) pela companhia, no pré-sal da Bacia de Campos, localizada no campo de Marlim Sul. Esse resultado demonstra o potencial de novas descobertas em bacias maduras, com infraestrutura de produção já implantada.

Telegrama da primeira produção comercial na Bacia de Campos
Telegrama da primeira produção comercial na Bacia de Campos

No ano passado, a produção média mensal da Bacia de Campos ficou acima de 1,37 milhão de barris de petróleo e atingiu 25,6 milhões de metros cúbicos de gás por dia, representando cerca de 60% da produção nacional. Do volume total produzido na bacia, 17,8% são provenientes do pré-sal. Nas bases terrestres da Bacia de Campos, está localizado o maior conglomerado de armazenagem da companhia, agregando 35% de todo o estoque da Petrobras no país, com atividade ininterrupta há mais de 35 anos.

Diagrama do Fluxo do Petróleo na Bacia de CamposDas 53 plataformas instaladas atualmente na Bacia de Campos, 49 estão no estado do Rio de Janeiro e quatro, no Espírito Santo. Algumas dessas unidades estão alocadas em concessões operadas pela companhia em parcerias com a Shell, no campo de Bijupirá/Salema, com a Chevron, nos campos de Papa-Terra e Frade e com a Repsol Sinopec Brasil, no campo de Albacora Leste.

“O ano de 2017 é especialmente importante para nós, tempo de comemorar os 40 anos de produção da Petrobras na Bacia de Campos. Sua expressiva contribuição é um número positivo não só para a Petrobras, mas também para Macaé e região, já que a companhia continua investindo em suas bases para gerir as operações desta bacia e dar suporte à logística de operação da Petrobras em outras bacias, como a de Santos, por exemplo. Nessa bacia quarentona, a companhia opera com 53 plataformas, contribuindo com o desenvolvimento do nosso país. Estamos completando quatro décadas de produção da Bacia de Campos com a certeza de um futuro promissor para a companhia e para a região”, destacou Marcelo Batalha, gerente geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Campos.

Novos Projetos

O Plano de Negócio e Gestão 2017-2021 da Petrobras prioriza, para a Bacia de Campos, investimentos no pós-sal, onde está previsto o início da produção em dois campos: Tartaruga Verde e Tartaruga Mestiça. Além disso, a companhia planeja para o campo de Albacora um projeto de revitalização, ainda em fase inicial de estudo. A depender dos resultados em andamento para avaliação de oportunidades na concessão, é possível a substituição das plataformas atualmente em operação por um novo sistema de produção. Com a revitalização, o campo de Albacora que hoje produz em torno de 55 mil barris por dia (bpd), pode chegar a produzir cerca de 70 mil bpd em 2021 (50% do pós-sal e 50% do pré-sal).

A Petrobras obteve aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a prorrogação da vigência dos contratos de concessão dos campos de Marlim e Voador até 2052. Há expectativa de aumento no fator de recuperação de óleo do campo de Marlim, o que poderá gerar a produção de um volume adicional de cerca de 900 milhões de barris de óleo equivalentes até 2052, quando expira a concessão. Hoje, o campo de Marlim produz aproximadamente 160 mil barris de óleo por dia.

Estão previstos ainda 36 projetos de desenvolvimento da produção no período 2017-2021, com investimentos de aproximadamente US$ 6 bilhões. Serão construídos 33 novos poços produtores e 11 injetores até 2021, que resultarão em uma produção adicional de óleo de 206 mil barris por dia em 2021 em relação aos níveis atuais de produção das plataformas da Petrobras instaladas na região de águas mais profundas da Bacia de Campos.

Quatro plataformas localizadas no Espírito Santo estão interligadas a 44 poços produtores e 21 injetores na Bacia de Campos (na região conhecida como Parque das Baleias, que produz no pós e no pré-sal). A partir de 2018, novos poços nos campos de Baleia Azul e Cachalote também devem entrar em produção após serem interligados a plataformas instaladas e em produção.

Além disso, a companhia atua em um grande projeto denominado Integrado Parque das Baleias, com previsão de início de produção em novembro de 2021. O objetivo é interligar 22 poços do pós e do pré-sal dos campos de Jubarte e Cachalote a uma nova plataforma do tipo navio FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás) com capacidade de produção de 100 mil barris diários de petróleo e 4 milhões de m³/d de gás.

Principais marcos da Bacia de Campos

Tudo começou em 1977, quando a Petrobras produziu o primeiro óleo comercial do campo de Enchova, com o poço 3-EN-1-RJS, situado a uma a profundidade de água de 118 metros e com produção média de 10 mil barris/dia. Ao longo de quatro décadas, entre seus principais marcos estão:

– 1977: início da produção comercial do campo de Enchova, por meio do primeiro Sistema de Produção Antecipada concebido na Petrobras;

– 1979: instalação da primeira árvore de natal molhada no Brasil, em Enchova Leste, em profundidade de água de 189m;

– 1980: instalação de plataformas fixas de Garoupa, Enchova, Namorado e Cherne;

– 1984: descoberta de Albacora, o primeiro campo gigante em águas profundas do País, além do início da perfuração do poço RJS-219A, no campo de Marlim, a 853 metros de profundidade;

– 1985: descoberta do campo gigante de Marimbá, com a primeira completação (conjunto de operações necessárias para equipar o poço, depois de perfurado, e deixá-lo pronto para produzir óleo e gás) submarina do mundo, sem mergulhadores, a 383m;

– 1987: início da produção do poço 1-RJS-297, no campo de Albacora, a 293m de profundidade;

– 1991: início da produção de Marlim, a 752m de profundidade, recorde que garantiu o primeiro prêmio OTC Distinguished Award à Petrobras;

– 1994: entrada em operação da P-18, até então a maior unidade flutuante de produção de petróleo em operação no mundo;

– 1996: descoberta do campo gigante de Roncador, em profundidade de água de 1.500 a 1.900 metros;

– 1997: após reforma, a P-34 é o primeiro FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo) a operar em águas profundas, em Barracuda;

– 2000: a Bacia de Campos alcança a produção de 1 milhão de barris/dia;

– 2003: o poço R0-21, do campo de Roncador, bate recorde mundial de produção em águas profundas;

– 2006: com a entrada em operação da P-50, no campo de Albacora Leste, o Brasil alcança a autossuficiência em petróleo;

– 2008: 1º óleo do pré-sal em P-34, no campo de Jubarte, além da entrada em operação de P-51, em Marlim Sul, plataforma construída integralmente no Brasil;

– 2016: Gasoduto Rota 2 é inaugurado, interligando o pré-sal de Santos ao Ativo de Processamento de Cabiúnas (APCAB);

– 2017: Cabiúnas é renomeada Base Benedicto Lacerda ao completar 35 anos de produção.

Gerência de Comunicação Interna e Imprensa

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