O feitiço virou contra o feiticeiro: Garotinho continua impedido de vir a Campos

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Cada vez mais perto da sentença, Garotinho, agora sem o milionário advogado, vê o laço se apertar

Além de negar a Garotinho seus novos pedidos de diligências na Ação Penal da Chequinho, hoje o juiz Ralph Manhães da 100ª Zona Eleitoral de Campos também negou o pedido de revogação das medidas cautelares impostas pelo TSE, entre elas a que mantém Garotinho impedido de vir a Campos sem ordem judicial, certamente, a que mais incomoda o líder rosáceo nesse período pré-sentença.

Irônica contradição

O interessante é que Garotinho pediu ao TSE que revogasse a sua prisão, decretada pelo juiz Ralph Manhães, quando o tribunal a substituiu pelas medidas cautelares que, agora, contraditoriamente, ele pede ao mesmo juiz de primeira instância que revogue.

Decisão

No que se refere ao pedido de revogação das medidas cautelares, entende este magistrado que, não obstante existirem provas orais a serem produzidas em ações correlatas a esta, sendo, pois, caso de manutenção das referidas medidas, para se evitar a possibilidade que as demais provas sejam viciadas ou influenciadas, a competência para analisar esta questão é da própria Corte que impôs aquelas restrições, não cabendo ao juízo de primeiro grau revogar decisão de instância superior, pelo tal pleito deve ser feito nos autos do habeas corpus que tramita perante a E. Corte Eleitoral”. (Ralph Manhães)

O feitiço virou contra o feiticeiro

Como se vê, o juiz seguiu a lógica e o protocolo ao negar o pedido para revogar uma decisão tomada por corte superior atendendo a um recurso do próprio Garotinho. Ou seja, dessa vez o feitiço se virou contra o feiticeiro…

Pai & Filho

Wladimir Matheus e Anthony Garotinho-xxx

Wladimir Garotinho, filho de Rosinha e Garotinho, também investigado na “Chequinho”, o escandaloso esquema de compra de votos com Cheques Cidadão pagos com dinheiro público, segue de perto os passos do pai, e também teve a suas prisão substituída por medidas cautelares, como a proibição de se ausentar da cidade por mais de oito dias sem autorização prévia da Justiça e impedimento de manter contato com os demais réus e testemunhas da ação penal e das ações correlatas, com exceção do seu pai.

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