Garotinho na delação premiada de Eduardo Cunha várias vezes

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Figurando em três delações premiadas, Garotinho já pode pedir a música "Noites Traiçoeiras" ao Fantástico: ...

A delação premiada de Eduardo Cunha vai colocar Campos novamente em destaque no mapa da corrupção nacional. O ex-co-prefeito de Campos Garotinho, que está mesmo em todas, pelo menos em todas as principais delações premiadas da Lava Jato, depois de estrelar as delações de executivos da Odebrecht e da JBS, agora recebe uma atenção especial na delação premiada do seu ex-aliado Eduardo Cunha ao lado de figuras tristemente ilustres como Michel Temer e alguns dos seus ministros, a cúpula do Congresso e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Ex-parceiros

Parceiros de velha data
Eduardo Cunha e Garotinho, parceiros de velha data

Eduardo Cunha vai delatar com a autoridade de quem conhece Garotinho intimamente e sabe muito bem do que está falando. Ele foi presidente da Companhia Estadual de Habitação (Cehab) no governo Garotinho.

Como Cunha disputa com o doleiro Lúcio Funaro a primazia de delatar, já que a PGR diz que só vai aceitar uma das duas delações, ele promete embasar a sua delação com provas substanciosas.

“Cunha estreitou relações com o governador do Rio Anthony Garotinho (1998-2002), também ligado a Francisco Silva, que o convidou para ocupar a presidência da Companhia Estadual de Habitação (Cehab). Sua gestão, entre 1º de outubro de 1999 e 10 de abril de 2000, foi cercada por denúncias de irregularidades. Em março de 2000, reportagens das revistas “Época” e “Veja” mostraram que parte da área administrativa do governo estadual estava envolvida em acusações de tráfico de influência e licitações fraudulentas até desvios de taxas cobradas por cartórios. Em 6 de abril, O GLOBO noticiou que os deputados estaduais Paulo Melo (PSDB), Solange Amaral (PTB) e Chico Alencar (PT) haviam recebido um dossiê anônimo descrevendo irregularidades na Cehab, num esquema de propinas que arrecadaria R$ 1 milhão por mês. A proposta de se realizar uma CPI da companhia foi derrotada na Alerj, tendo o apoio de apenas 14 dos 65 deputados presentes. Graças a articulações de Garotinho, Cunha, então suplente de deputado estadual, assumiu uma cadeira na Alerj, obtendo imunidade contra as investigações das irregularidades pelo Ministério Público, denunciadas em 2001 pelo Tribunal de Contas do Estado”.

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“Siga o bandido”

Segundo fontes bem informadas, Garotinho é citado em vários trechos da delação que será apresentada por Délio Lins e Silva, advogado de Eduardo Cunha, à Procuradoria Geral da República na próxima semana.

Segundo Cunha, após a sua delação, a expressão “siga o dinheiro” cairá em desuso. “Será siga o bandido”…

Também com informações da Coluna Painel do jornal Folha de São Paulo. (AQUI)

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